RAZÃO vs EMOÇÃO – Parte 3


Dicas para encontrar o equilíbrio entre a Razão e a Emoção – Uma habilidade imprescindível que permite que sejamos mais plenos.


No último artigo (de uma série de 3) sobre Razão vs Emoção, vimos que o equilíbrio entre razão e emoção é o resultado da experiência de vida da pessoa e de muitos erros e acertos. Este conceito nos levou a uma pergunta: Mas como fazer isso sem se perder ou se prender à questão razão versus emoção?


Nos dois artigos anteriores, falamos muito sobre a relação entre razão e emoção, vimos a necessidade de equilibrá-las. Para não nos perdermos em conceitos e não nos prendermos na questão do falso antagonismo entre as duas, precisamos, acima de tudo, saber responder a pergunta: quando é o momento de deixar uma ou outra se sobressair e falar mais alto.


E este, amigos, é o “X” da questão. Uma pergunta comum, é verdade, mas que não têm respostas simples. Como vimos, cada indivíduo vai errando, corrigindo, aprendendo e com base nas suas experiências de vida, encontrando dentro de si maneiras de encontrar esse equilíbrio.


Contudo, existem certos tipos de atitudes que podem nos auxiliar nesse processo. E é exatamente sobre elas que falaremos ao longo deste artigo. Continue lendo para entender melhor como razão e emoção funcionam e, assim, descobrir como equilibrá-las dentro de si.


Buscando o equilíbrio


O principal benefício que obtemos quando encontramos o equilíbrio entre o lado racional e o emocional é que a tomada de decisões fica mais simples e com maiores chances de sucesso.


Claro que o equilíbrio não traz consigo garantias de que cada decisão irá trazer todos os resultados esperados, entretanto, a positividade gerada pelo pensamento equilibrado, aumentam as probabilidades de sucesso.


Em uma situação profissional, por exemplo, é interessante que a razão se sobressaia, pois precisaremos considerar as possibilidades para depois optarmos por aquela que trouxer os melhores resultados. Já em uma circunstância de perigo é a emoção que deve sobressair, pois irá nos proporcionar os recursos que precisamos para agir rapidamente e nos protegermos.


Vamos ver agora dicas práticas que podem ajudar a equilibrar razão e emoção. Mas não devemos nos esquecer que se trata de um processo contínuo e que os resultados não irão aparecer do dia para a noite. Portanto, siga em frente e aprenda com cada experiência.


12 Dicas que nos ajudarão a equilibrar a razão e a emoção


  1. Busque o autoconhecimento – Como seres humanos, temos a tendência, muitas das vezes, de darmos respostas a determinadas situações de maneira automática, sem refletir sobre os motivos para a tomada de cada decisão. Alguns podem até dizer que a intuição e/ou hábitos antigos podem “facilitar” a condução de nossas ações e a tomada de decisão, contudo, esta prática prejudica o exercício do controle emocional. A melhor estratégia para melhorarmos a qualidade de nossas reações a diversos cenários é o desenvolvimento do autoconhecimento - Uma prática que consiste em avaliarmos o nosso próprio perfil, identificando crenças, valores, padrões de pensamento e outras características que o compõem. Uma ferramenta de ajuda é o IKIGAI (Temos um modelo em nossos arquivos e falaremos dele em um outro artigo). O importante é sermos sinceros em nossa reflexão, que deve estar aberta a possíveis mudanças de opinião e exploração de novas ideias que permitam que aproveitemos o nosso potencial ao máximo. Com isso, desenvolveremos a nossa inteligência emocional, que é uma característica de pessoas equilibradas e uma das principais características de um profissional de sucesso.

  2. Reconheça suas emoções – Há um velho ditado que diz que “tudo em excesso é ruim” e este ditado tem bastante peso em nosso assunto, pois os excessos, tanto de emoção como de razão, podem gerar consequências negativas em nossas relações. Por isso que, enquanto fazemos o nosso autoconhecimento, devemos aprender a reconhecer as nossas emoções. Parece óbvio sabermos quando estamos felizes, tristes, irritados ou ansiosos, mas a verdade é que nem todos nós nos damos conta dos estados emocionais nos quais nos encontramos. Mas se este for o seu caso, não se desespere, saiba que é tudo questão de treino.

  3. Não desconsidere suas emoções – Pesquisas revelaram que pessoas muito sensíveis tendem a agir por impulso quando se deparam com emoções fortes, ao passo que profissionais apoiados na razão costumam guardar para si toda a carga emotiva. O problema é que ambos os grupos (anexadamente juntos), cedo ou tarde, sofrem com essas reações e em algumas situações tendem a “explodir”. Então, em seu dia a dia, procure expressar o que sente e exponha suas opiniões para não ficar remoendo possíveis arrependimentos. Mas aqui cabe uma alerta: “Que suas palavras sejam temperadas com sal”, ou seja, tenha empatia e respeite os demais ao apresentar seus pontos de vista.

  4. Identifique suas fraquezas - O autoconhecimento também vai contribuir para a compreensão dos nosso limites e pontos fracos. Cabe a nós definirmos se vamos ignorá-los ou trabalhar a caminho da superação. A recomendação é que sigamos a segunda alternativa, que passa pelo processo de reconhecer e aceitar nossos defeitos. (Técnicas de EFT podem ajudar – Pouco em breve teremos um curso de EFT Básico em nossa Enciclopédia). Contudo, podemos começar a identificar fraquezas por observarmos que tipo de situação nos tira mais do sério, quais ambientes parecem sugar nossa energia e quais pessoas costumam nos causar sensações desconfortáveis. A partir daí é pensar em formas de lidar com essas condições e, quando pudermos, evitá-las. Uma outra dica, quando não for possível evitar determinados indivíduos, lugares e/ou circunstâncias é a de seguir uma rotina de preparo para enfrentar cada cenário complicado. Práticas de autocuidado ajudam muito, já que mantêm a nossa mente e o nosso corpo tranquilos. Os autocuidados? Bem, podem e devem incluir dormir bem, alimentar-nos de forma saudável e desabafar com as pessoas nas quais confiamos. Podemos também meditar ou fazer exercícios de respiração guiada antes dos eventos que costumam despertar muitas emoções.

  5. Exercite a autoconfiança – Uma das mais relevantes práticas no desenvolvimento do controle emocional. Isso porque, muitas das vezes, o descontrole no modo de agir está associado a um sentimento de inferioridade, que faz com que a pessoa se sinta menos capaz e fique sempre na defensiva. Quando escondemos emoções como o medo, insegurança e/ou angústia, corremos o risco de liberar esse desconforto a partir de práticas impensadas, o que acarretam brigas, xingamentos e ataques prejudiciais aos envolvidos. Entretanto, é possível conquistar uma postura mais segura e evitar reações por conta de falas ou atitudes que foram levadas para o lado pessoal. Para isso, tenha consciência de seu valor, evite comparações com outras pessoas e comemore cada conquista resultante de seus esforços. E lembre-se: A autoconfiança é uma característica valiosa no momento de estudar, seja em casa ou outros lugares, trabalhar e até de praticar um hobby/esporte. Com ela, você não terá dúvidas sobre seu potencial para diversas atividades e ficará livre da necessidade de justificar suas escolhas.

  6. Aprender a dizer não – Muitos momentos desagradáveis são evitados quando começamos a negar pedidos que passam por cima de nossas próprias necessidades. Claro que isso não significa que devamos fazer apenas o que gostamos — afinal, a vida é cheia de compromissos que estão longe de qualquer diversão. Ainda assim, podemos e devemos avaliar cada proposta feita pelas pessoas com as quais nos relacionamos, desde amigos e familiares a colegas de trabalho. Precisamos refletir se as condições para realizar as atividades podem prejudicar nosso bem-estar e, em caso afirmativo, temos a obrigação de não aceitar. Aprender a dizer não nem sempre é fácil, mas nos liberta de muitas situações ruins e indesejadas. Então, amigo leitor, comece a evitar qualquer programa que tenha potencial para mexer com suas emoções de forma negativa. Uma dica: ao escolher a Café com Pimenta como parceira na conquista da formação empresarial e/ou profissional, você pode desenvolver o controle emocional também nas situações comuns a cada curso. Em qualquer modalidade de ensino escolhida, em todos os materiais produzidos, ajudamos na prática de competências essenciais para os desafios do novo negócio e/ou do mercado de trabalho.

  7. Evite tomar decisões quando estiver sob forte emoção (Pense antes de agir) – Existe um outro ditado popular que nos aconselha a não prometer nada quando estamos muito felizes. Um pensamento realmente relevante, pois, quando estamos tomados pela euforia, tendemos a enxergar as coisas de forma diferente do habitual. Por isso, evite ao máximo fazer escolhas importantes quando estiver feliz demais, triste e/ou irritado, prefira esperar para refletir com calma a respeito. Uma ajuda prática: Já ouviu alguém recomendar a um amigo que respire profundamente e conte até 10 antes de fazer algo? Esse conselho pode ser bem útil em situações difíceis ou que geram ansiedade. Isso porque muitas pessoas conseguem organizar melhor os pensamentos após relaxar por alguns segundos. (Aqui cabe os exercícios de respiração guiada). Cada um de nós pode e deve tirar melhor proveito do instante que antecede uma tomada de decisão. Em vez de respondermos a cada estímulo de forma repentina, façamos o esforço de parar, respirar e refletir sobre a situação. Assim, teremos tempo suficiente para elaborar um retorno adequado. O tempo extra para pensar permite que desenvolvamos condutas cruciais para ter controle emocional no trabalho e na vida pessoal, tais como: a. Elaborar argumentos coerentes. b. Considerar nossas necessidades e as de terceiros. c. Fazer escolhas inteligentes. d. Tratar os demais com gentileza.

  8. Faça listas de prós, contras e riscos de uma decisão – Escolhas, em geral, têm pontos negativos e positivos. Sendo assim, antes de optarmos, é importante listarmos todos os prós e contras, sem exceção, da decisão a ser tomada. Devemos elencar os aspectos positivos e negativos de cada possibilidade. Dessa forma, será possível avaliar suas consequências com antecedência e agir de maneira mais consciente. Assim, conseguiremos ter uma visão mais clara dos possíveis cenários e optarmos por aquele que parecer mais interessante. Acredite, anotar esses pontos faz com que tudo fique muito mais simples do que se deixar apenas os pensamentos fluírem a respeito.

  9. Encontre formas de gerenciar as emoções – Nas 3 primeiras dicas falamos do autoconhecimento e da importância de reconhecermos as nossas emoções. A partir do momento em que conseguirmos fazer isso poderemos utilizar formas de gerenciá-las. Embora cada indivíduo tenha os seus próprios recursos, de maneira geral, existem algumas atividades que funcionam para todos. a. Praticar uma atividade física é ótimo para aliviar a raiva e o estresse. b. Pratique exercícios de respiração e atividades manuais, que requerem atenção ajudam no controle da ansiedade. c. O desenvolvimento da Inteligência Emocional pode ser outro recurso de extrema valia nesse sentido. Experimente algumas opções e eleja aquelas que irá utilizar nos momentos de necessidade.

  10. Escreva sobre o que estiver sentindo – A escrita terapêutica é uma atividade bastante positiva, que pode auxiliar muito para encontrarmos o equilíbrio entre razão e emoção. Você pode manter um diário em que irá escrever o que está sentindo. Mas faça isso sem julgamentos, tanto do conteúdo quanto da escrita. Lembre-se que a ideia é apenas colocar as ideias do papel, portanto, não se preocupe com perfeição. Podemos aproveitar esta atividade para compreender nossos padrões de comportamento e pensamento. Cada indivíduo tem padrões de comportamento e pensamentos que foram criados ao longo de sua vida. A educação, a propensão genética e a cultura são os principais fatores que influenciam a forma como reagimos às emoções. Compreender esses padrões nos dará uma visão mais ampla sobre quem somos, sobre quem você é. Aqui também vale mantermos registros com as informações que identificarmos. Eles nos ajudarão compreender nosso eu interior e criar um verdadeiro mapa de como as emoções se manifestam em nosso comportamento.

  11. Avalie o que você estará renunciando ao decidir por algo – Cada decisão que fazemos implica em uma renúncia. Nesse sentido, é preciso avaliar o que se está perdendo ou deixando de ganhar ao fazer determinada escolha. Assim, é possível tomar a decisão mais acertada, levando em conta perdas e ganhos. Devemos procurar analisar os fatos e, se for o caso, os números envolvidos na decisão de maneira minuciosa. Dessa forma, as chances de tomar qualquer decisão precipitada serão reduzidas.

  12. Encontre um meio termo entre razão e emoção – No fim das contas, o melhor a fazer é sempre buscar um meio termo. Assim, poderemos desfrutar do melhor que a razão e emoção podem nos proporcionar. Para entender melhor, observe o seguinte exemplo: você recebe uma proposta de emprego em outra empresa, se for pensar apenas racionalmente, irá se concentrar no salário e nos benefícios oferecidos. Mas, será que apenas isso importa para tomar essa decisão? É importante considerar também o lado emocional, se questionando como se sentiria emocionalmente com essa mudança de trabalho. Assim, colocando os dois lados na balança, conseguirá fazer a melhor escolha dentro do que acredita e deseja para si. Lembre-se: Sua vida é sua, assim como suas decisões, mas essa liberdade tem seu preço, que são os riscos. Portanto, desfrute da sua independência e mantenha sempre atenção em relação à razão e à emoção, para se certificar de que nenhuma delas está ultrapassando os limites. O famoso escritor Oscar Wilde tem uma citação que diz: “Não quero ficar à mercê das minhas emoções. Eu quero usá-las, apreciá-las e dominá-las”. Acredite, você também pode desfrutar, apreciar e dominar as suas emoções, mas, para isso, precisa se conhecer e entender como elas se manifestam em seu interior. Então, a partir desse momento irá assumir o controle sobre a sua história.


Mas nos diga: você é mais movido pela razão ou pelas emoções? Comente! Você ainda pode dar sua opinião sobre o artigo e sugerir temas a serem abordados nas próximas publicações.


Contudo, ficaríamos contentes em saber se este conteúdo te ajudou de alguma maneira? Foi realmente útil? Está conseguindo colocar estas dicas em prática? Caso precise de ajuda, contate a equipe do Café com Pimenta e se foi útil, aproveite para passá-lo adiante, compartilhando através das suas redes sociais.


Um forte abraço!


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