COMO CRIAR ROTEIRO PARA VIDEOS


Um modo prático de criar roteiros para seus vídeos de forma rápida e eficiente. Crie vídeos mais interessantes e aumente o engajamento de sua audiência.


Entenda porque é importante fazer um roteiro antes de gravar seus vídeos. Aprenda uma metodologia para deixar o conteúdo de seu vídeo mais interessante, aumentando a sua produtividade.


Muitas pessoas acreditam que gravar um vídeo, seja para postar no seu canal no Youtube, ou em seu blog ou site, etc., só é preciso uma câmera e coragem. Contudo, mesmo que você domine bem o assunto, tenha facilidade para falar em público e/ou para uma câmera ou já tenha uma vasta experiência em fazer vídeos, precisa entender que, ligar a câmera e sair falando tudo que vêm à cabeça, não engaja e não vende.


A construção de um roteiro sempre foi e sempre será um passo importante do processo de produção de vídeo. A título de ilustração: Qual a primeira coisa que um lenhador deve fazer no primeiro instante, no primeiro segundo de seu dia de trabalho? Se você respondeu “afiar o machado”, está correto. Assim como um machado bem afiado aumenta a produtividade, facilita o trabalho, exigindo menos esforço, um vídeo roteirizado é mais produtivo, fácil de produzir, é engajador e vende.


Neste mini curso você irá aprender como fazer um roteiro para seu vídeo de forma a otimizar o processo de produção e ainda entenderá sobre:

  • Por que você precisa aprender como fazer um roteiro?

  • Como fazer um roteiro de um jeito simples e rápido

  • Escrevendo para a câmera - Por onde começar?

  • Como fazer um roteiro ainda mais otimizado

1. Por que você precisa aprender como fazer um roteiro?


Um vídeo nada mais é do que uma ferramenta audiovisual (som e imagem) e por isso, nos permite criar conteúdos que explorem os sentidos da visão e audição, criando uma conexão de empatia com a audiência. Ou seja, você não precisa detalhar uma informação em um vídeo, basta demonstrar visualmente.


Aprender como fazer um roteiro permite criar uma “rota”, um “mapa”, um caminho que será trilhado na produção do vídeo. Assim como em um mapa, você decide em seu roteiro onde quer chegar com seu vídeo, decide os “caminhos” mais curtos, menos perigosos e mais agradáveis e o segue na hora de produzir.


Você deverá usar o roteiro como uma ferramenta para organizar suas ideias, criar um mapa mental e gerenciar melhor seu tempo. Quando estamos em um processo criativo, nossa mente é tomada por um turbilhão de ideias, uma mistura caótica de imagens e sons. Depender somente da memória na hora da gravação pode fazer com que você esqueça palavras ou até um conceito bastante importante, algo que certamente te deixará desconfortável na frente de uma câmera.


Um roteiro bem elaborado orienta o discurso, evita eventuais esquecimentos, gagueira, uso de vícios de linguagem (os famosos “éééééé...”, hãããã..., né e por aí vai) enquanto pensa e ainda, elimina o uso indevido do improviso que pode causar um “branco” total.


Estes problemas, que podem ser evitados e até eliminados, com a elaboração de um roteiro, tem como principais consequências:

  • Perda de tempo – Os problemas citados no parágrafo anterior, bem como a repetição de ideias e a falta de coerência do discurso, obrigam a que seja realizada uma longa edição.

  • Frustração – E muitos casos, os erros a serem editados são tão extensos que não poderão ser consertados no processo de edição, precisando que o vídeo seja regravado. Uma situação frustrante.

O roteiro dá um controle maior sobre todo o processo da produção de um vídeo, que vai da pré-produção, passando pela gravação e edição e indo até a postagem. E não apenas os erros de discurso são evitados. Coisas simples como esquecer algum objeto importante para o dia da gravação ou pular uma cena, que não pode deixar de ser gravada, são situações que também podem ser evitadas com um roteiro bem elaborado.


O controle que um roteiro nos dá, permite não apenas evitar os pontos negativos citados anteriormente. Na verdade ele potencializa os positivos. O foco e a concentração estarão voltados para a gravação e não para o conteúdo, isso permitirá que você dê mais atenção a entonação da sua voz e a sua linguagem corporal, tornando-os coerentes com o que você está falando.


Se você não trabalha sozinho e possui uma equipe, mesmo que pequena, saiba que um roteiro bem elaborado permitirá que cada integrante consiga antecipar e organizar suas funções, fazendo com que tudo saia “conforme o planejado”.


Em resumo: investir tempo para fazer um roteiro, traz como resultado a economia de tempo, que por sua vez poderá ser utilizado na produção de outros tipos de conteúdo.


2. Como fazer um roteiro de um jeito simples e rápido


Quando falamos em roteiro pensamos logo em um roteiro mirabolante filme ou um roteiro dramático de novela, não é verdade?! Contudo, precisaremos “pegar emprestado” alguns elementos desses tipos de roteiro para que você possa elaborar scripts para seus vídeos, sejam eles de conteúdo, vendas ou, quem sabe, até mesmo de ficção.


Um roteiro, tradicionalmente, é dividido em cenas. Esta divisão permite que se dê um dinamismo aos vídeos, seja filmando em locações diferentes, usando duas ou mais câmeras para mostrar dois pontos de vista ou alternando sua fala com animações, imagens compartilhando a tela do computador para complementar. O importante é que tudo deve ser planejado para que seja coerente e esteja dentro do contexto do seu vídeo.


Para que você entenda melhor sobre cena e como fará a divisão do assunto: cada mudança de cenário, troca de figurino, de tempo ou até mesmo de assunto, será considerada uma nova cena.


Quando for escrever uma cena em seu roteiro, ela deverá ser composta por um cabeçalho e este deverá conter as seguintes informações:

  • O que será gravado naquela cena (descreva a ação exatamente como ela deverá ocorrer, o que você estará fazendo e até o figurino se tiver relevância para seu vídeo);

  • Em que local será gravada a cena (será externa ou interna, qual será esse lugar);

  • Se será de dia ou de noite, ou melhor, se estará claro ou escuro.

Veja um exemplo:


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Cena 1 - Interna - Dia

Câmera aberta – Primeiro Plano


No escritório, sentado à mesa, Venn Grimm inicia seu discurso explicando os 5 principais elementos que compõem um post que engaje, antecipando ainda, os pontos chaves do conteúdo do vídeo.

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Seja trabalhando sozinho ou em equipe, indicar em que plano será gravada a cena, auxilia muito na hora de fazer os ajustes como foco, posição da câmera, escolha da lente para a cena, etc.


Quando escrevemos um roteiro dividido em cenas, não necessariamente quer dizer que serão gravados em sequência. Esta divisão do roteiro em cenas permite uma maior flexibilidade na montagem final do vídeo.


Todo conteúdo começa com uma ideia e esta, por sua vez, pode ser originada de uma simples observação de algo que lhe chamou a atenção em sua rotina diária, ou dos pedidos de sua audiência ou, ainda, fruto de uma volumosa pesquisa sobre um assunto relacionado ao seu negócio.


Lembre-se que o sucesso é feito de 1% de inspiração e 99% de transpiração, ou seja, não espere por inspiração, antes, esteja atento as demandas de seu público, crie estratégias e pesquise, pesquise muito que com certeza a inspiração vem.


Sugerimos que você use uma Planilha de Planejamento de Conteúdo (Planner) para organizar sua produção seja de artigos, podcasts, infográficos ou vídeos. Pensar previamente em temas futuros e aloca-los em seu Planner lhe fará ganhar muito tempo.


Na hora de planejar os temas futuros, com certeza você irá procurar por conteúdos originais para seus vídeos. Caso tenha um BLOG ou website, para ganhar tempo, poderá utilizar a base de artigos deles. Você fará a Multiplicação Mágica de Conteúdo, ou seja, adaptará os conteúdos de seu BLOG para seus vídeos.


MAS ATENÇÃO: Como a linguagem falada tende a ser bastante diferente da maneira como escrevemos, procure deixar seu texto o mais natural possível - Troque, por exemplo, expressões que você normalmente não utilizaria para conversar com alguém e JAMAIS escolha assuntos sobre os quais você possui pouco ou nenhum conhecimento ou que não estão relacionados a seu negócio, mas estão em alta. Isso soará falso perante os olhos e ouvidos da sua audiência.


3. Escrevendo para a câmera - Por onde começar?


Pessoas acostumadas a escrever conteúdos para blogs, artigos e até mesmo livro, costuma ter uma maior dificuldade, inicial, para escrever um roteiro.


Contudo, algo em que acredito é que Dons existem, mas não nascemos com eles. Na verdade nós os desenvolvemos com muita pesquisa, estudo e treino. O Dom, assim como qualquer outra coisa na vida, é feito de 1% de inspiração e 99% de transpiração.


Pesquisas em sites como o https://www.aicinema.com.br/como-fazer-um-roteiro/, podem ajudar muito em seus estudos sobre o assunto, pois aprender coisas como otimização de texto, qual roteiro melhor funciona para determinado assunto, pode fazer a diferença. Mas este é apenas o 1%... Transpirar, ou seja, treinar, treinar e treinar é que é o segredo.


Em nossas pesquisas, desenvolvemos algumas otimizações para nossos roteiros. Mas lembrem: cada roteiro tem de ser adaptado para o apresentador em questão. Vamos a elas:

  • Podemos evitar o uso do “nós” e usarmos o “a gente”, mas cuidado, se tem o costume de usar o pronome “nós”, continue, pois mudar soará falso;

  • Repetições de palavras com o intuito de chamar a atenção a um ponto importante podem ser usadas com muita cautela, contudo, não podem expressar redundância, pois isso causaria um efeito contrário na audiência;

  • Evitar apostos (informações entre vírgulas) e optar por criar uma nova sentença ou eliminar a frase, exemplo:

  • o Em vez de dizer: “Ontem, domingo, fiz caminhada.” Poderia, se a informação do dia da semana não for tão importante: Ontem fiz caminhada”. Caso saber que era domingo seja importante, poderia dizer: “Domingo fiz caminhada.”;

  • Não usar ênclises, por exemplo, ao invés de “informaram-me” usar “me informaram”;

  • Seja o sujeito da ação. Escrever sempre na voz ativa do verbo. Escreva, por exemplo, “Eu vou fazer uma casa” ao invés de “Uma casa será feita por mim”;

  • Escreva no futuro do presente simples, contudo, procure ser você. Exemplo: se você fala de forma mais informal, não diga: “Eu farei uma casa”, no lugar, diga: “Eu vou fazer uma casa”;

  • Não use palavras difíceis ou ambíguas;

  • Transmita uma única informação em cada frase. Lembre-se que a sua audiência precisa de tempo para “digerir” a informação;

  • Evite ao máximo o uso de jargões do sua área de atuação ou mesmo frases e expressões batidas ou popularizadas por outras pessoas. Mesmo que você se espelhe em alguém que admire e esteja usando o trabalho dessa pessoa como referência e inspiração, jamais tente SER COMO ELA, jamais tente ser o que você não é. Se inspire, mas seja você mesmo, seja a melhor versão de si mesmo. Destaque sua personalidade e deixe sua marca pessoal em seus vídeos;

  • Desenvolva seu discurso, crie sua própria “voz”, e o adapte à sua área de atuação, transferindo esse “jeito de falar” para seu roteiro.

O importante é que deve escrever da mesma maneira que costuma falar, claro, evitando os problemas de linguagem que já mencionamos até aqui. Vícios de linguagem, gagueira, esquecimentos, erros graves na sua fala, como os acima mencionados, irão distrair a atenção de sua audiência e sua valiosa informação ficará perdida.


Mas entenda que um erro ou outro no seu português, no início, irá acontecer. E isso é até tolerado. Mas não podemos “sacrificar o português” na busca de se alcançar a naturalidade da nossa fala. Se precisa decorar um texto para poder atingir seu objetivo, tudo bem, isso não é um problema. Contudo, deixe claro para sua audiência esse seu esforço.


Mas não esqueça: faça o que for mais natural e confortável para você. Com treino, seus vídeos serão perfeitamente naturais e adaptados a você.


Coloque, sem medo, suas melhores ideias no papel, estruture cada cenas, adapte seus diálogos... Quando terminar, leia em voz alta, ouça com atenção cada frase e comece a fazer os cortes. Cada corte, uma nova leitura. Corte tudo que perceba ser desnecessário. Lembre-se que você está fazendo um vídeo e que a parte visual é o principal dessa modalidade de mídia, portanto, MOSTRAR É MAIS IMPORTANTE DO QUE FALAR.


4. Como fazer um roteiro mais otimizado


Acreditamos que neste ponto você já tenha aprendido como desenvolver boas práticas no desenvolvimento e escrita do seu roteiro. Mas acredite. Ainda não é hora de ir para frente da câmera. A partir deste ponto, você pode aprender a melhorar ainda mais seu conteúdo, para assim, conseguir engajar muito mais a sua audiência.


Organização é fundamental em qualquer atividade.


Organizar o processo produtivo irá garantir que ele aconteça de forma rápida, eficaz e eficiente, sem que se perca tempo com coisas que podem ser resolvidas com antecedência.


Se o seu vídeo irá misturar vários elementos, como transição de câmeras, uma filmagem em primeiro plano alternada com uma cena mais aberta ou ainda um close em algum produto, tudo precisa estar bastante organizado quando você for escrever o seu roteiro.


Você pode ser mais específico na escrita do cabeçalho de cada cena e organizar as informações por cores numeradas.


Vamos analisar um exemplo:


Vamos analisar o processo de gravação de um vídeo de venda para um determinado produto do seu e-commerce. Para este vídeo, você determinou que iria misturar tomadas onde o apresentador fala sobre a oferta, com filmagens da área de vendas do e-commerce com uma narração por cima e imagens do produto a ser destacado, também com uma narração.


Se para cada um desses elementos: a filmagem da oferta, a gravação da tela do computador, agravação do produto e a narrações gravada separadamente à parte, você atribuir uma numeração colorida diferente, seu roteiro estará muito mais organizado.


Mas você poderia perguntar: Se vamos numerar, porque utilizar cores? Bem, quando utilizamos a mesma cor para um determinado número (1 é azul, 2 é amarelo, e assim por diante), acabamos, com o tempo, por associar os dois e no momento da pós-produção, o trabalho ficará cada vez mais fácil e rápido.


Sem falar que seu editor, caso tenha um, ou qualquer outra pessoa, que vier a ter contato com o seu roteiro, irá entender em qual parte do processo de montagem entrará cada um dos elementos.


Primeiros 30 segundos do vídeo: Entrar no assunto principal.


O que vende na verdade são histórias. Uma história verdadeira bem contada vende mais que uma imagem bem montada. E nenhuma história que se preze existe sem um elemento fundamental: o conflito.


O conflito nada mais é do que o “problema” que será apresentado no início e resolvido no final da história. Tente colocar essa ideia no seu vídeo. Qual será o conflito/problema principal que seu conteúdo buscará solucionar?


Imagine, por exemplo, um vídeo sobre PRODUTIVIDADE que irá falar sobre SOLUÇÕES PARA A FALTA DE TEMPO na produção de conteúdos.


Procure resumir a mensagem principal do seu vídeo em uma única frase ou em uma única sentença e deixe isso bastante claro para a sua audiência logo nos primeiros 30 segundos do roteiro. Este é uma estratégia excelente para captar a atenção da sua audiência logo de cara.


Fale diretamente com a audiência.


A palavra que qualquer pessoa mais gosta de escutar é o próprio nome. A segunda é a palavre “você”. Portanto, usar “você” ou os pronomes “seu” ou “sua” são boas maneiras de engajar ainda mais a sua audiência.


Uma outra forma de chamar a atenção e engajar ainda mais a sua audiência, é produzindo conteúdo alinhado ao interesse dela. Por isso indicamos que você faça pesquisas para descobrir quais os assuntos mais procurados por sua audiência. Utilize ferramentas como o Google Keyword Planner, SEM Rush e Ahrefs.


Desenvolva o conteúdo em nível pessoal para instigar as emoções da audiência.


Uma forma muito eficaz de fazer isso, é por utilizar exemplos e ilustrações em seu discurso. A ideia é fazer com que sua audiência perceba que seu conteúdo se encaixa na vida dele, que sua audiência perceba que pode utilizar aquela informação para solucionar determinado problema.


Um modo eficiente de começar é por alistar 10 medos, 10 desejos e 10 objeções de sua audiência. Com estas informações você terá condições de adequar seu conteúdo para que ele atinja profundamente sua audiência.


Modular adequadamente o tom de voz.


A escolha do tom de voz adequado é decidida no momento em que se escreve o roteiro. Se determinada cena, por exemplo, foi escrita para exorta a ação, esta deve ter um tom de foz mais forte, mais sério. Por outro lado, se ela foi escrita com o intuito de acalmar, um tom mais brando e amigável seria mais eficiente.


Contudo, na escolha do tom de voz, você deve se perguntar: “O que fará mais sentido na mensagem que desejo passar?”


Filmar em close-up, para dar ênfase às suas expressões faciais e usar um tom mais brando, pode deixar o vídeo mais emotivo. Por outro lado, um plano médio, para permitir que a audiência enxergue sua linguagem corporal e um tom de voz mais firme, permitiria que sua audiência observa-se melhor a comunicação audiovisual que deseja destacar.


Decidir o tom de voz envolve a transmissão de sentimentos. Sinta o seu discurso, veja as emoções que estão envolvidas em cada sentença e administre o seu tom de voz com base nisso e no que deseja transmitir.


Seja um Contador de Histórias.


Queremos deixar claro que deverá contar Histórias (Verdades) e não Estórias (Contos, lustrações, etc.). Observe que dados estatísticos validam seu conteúdo, dando-lhes crédito e os tornando verdadeiros e interessantes.


Porém, basear o conteúdo de seu vídeo apenas em dados estatísticos e técnicos é a formula perfeita para colocar sua audiência em sono profundo ou que a leve a desistir de assistir seu vídeo e procure algo mais interessante.


Mesmo com um excelente serviço de SEO para Youtube e ranqueamento do vídeo nas primeiras colocações de busca para o termo escolhido, se o seu conteúdo for ruim ou entediante, as pessoas desistirão dele e, consequentemente, de você logo após o clique.


O jeito mais eficiente de manter uma pessoa prestando atenção naquilo que você está falando é através de uma boa história.


O Storytelling (A arte de contar histórias usando técnicas inspiradas em roteiristas e escritores para transmitir uma mensagem de forma inesquecível) funciona bem para qualquer tipo de mídia, pois os seres humanos são apaixonados por boas histórias.


Um vídeo sem história se torna um vídeo informativo e este traz consigo uma característica marcante: o excesso de fatos.


Um exemplo prático: Se você está fazendo um vídeo de venda de um produto, ai invés de alistar todos os benefícios que ele oferece ao seu cliente, seria mais eficaz se você contasse uma história de um cliente que foi bem sucedido ao resolver um problema usando seu produto.


Utilizando este método de contar uma história, você conseguirá que pessoas em sua audiência se identifiquem com ela, entendem melhor os benefícios de seu produto e se sintam motivados a comprar.


ATENÇÃO: Mantenha a coerência.


Ao contar uma história, você precisa se certificar de que ela tem tudo a ver com seu conteúdo, pois contar uma história que nada ou pouco tem a ver com seu conteúdo, pode irritar a sua audiência. Assim como esperar até o último minuto para chegar ao “X” da questão. Seja coerente, conciso e direto em sua história.


Mais uma coisa: Escolha apenas uma história para ilustrar um ponto importante de seu conteúdo. Vídeos de não ficção (excluindo também os documentários) costumam seguir duas linhas narrativas:


  • A Solução de Problemas: Você, seu Produto ou sua Empresa se tornam os heróis da história. E como todo bom herói, irão tornar a vida da audiência, mais segura, tranquila e fácil. Contudo, quando estiver contando a sua história, dê muito mais ênfase para a SOLUÇÃO do que para o problema.

  • A Análise de Processos e Produtos: Nos referimos aqui aos vídeos tutoriais, do tipo “faça você mesmo” ou “aprenda como fazer” que trazem apenas uma análise dos produtos e/ou serviços. Este tipo de vídeo não apresenta uma problema a ser resolvido, não soluciona uma “dor”, segue apenas uma linha narrativa, um passo-a-passo com começo, meio e fim.

Estabeleça um ritmo


Quando o assunto é ritmo, seja equilibrado! Não acelere demais sua fala, pois assim ninguém conseguirá entender de forma clara o que você está querendo explicar. Porém, se for devagar demais, irá causar irritação e desconforto na audiência. Um bom ritmo seria manter o discurso entre 125 e 150 palavras por minuto.


Não tente colocar muito mais palavras do que isso, pois sua audiência precisa de um tempo para respirar e absorver as informações que você está passando, especialmente se for algum tema complexo ou técnico demais.


Se quiser saber o ritmo de seu discurso, pode usar esta simples estratégia: use o Word para contar a quantidade de palavras (elas costumam aparecer no canto inferior esquerdo), depois, enquanto lê em voz alta, cronometre. Por fim, divida a quantidade de palavras pelo tempo obtido na cronometragem.


Uma dica: No quesito tempo (cronometragem), procure trabalhar com números não muito “quebrado”. Pode usar esta regrinha simples. Imagine um número X qualquer:

  • Se o número quebrado for menor que X,25, arredonde para baixo, exemplo: 3,23 = 3 ou 7,13 = 7.

  • Se o número quebrado for maior que X,25, arredonde para cima, exemplo: 3,27 = 3,50 ou 7,36 = 7,50.

  • Se o número quebrado for menor que X,75, arredonde para baixo, exemplo: 3,73 = 3,50 ou 7,68 = 7,50.

  • Se o número quebrado for maior que X,75, arredonde para cima, exemplo: 3,77 = 4 ou 7,86 = 8.

Finalize com uma Call to Action


Todo conteúdo, para ser estratégico, precisa finalizar com uma Call to Action, ou seja, uma Chamada para a Ação.


Depois de envolver a sua audiência com a sua história e de engaja-la no seu conteúdo, precisa agora dar um Gran Finale, precisa convoca-los para a ação.


Peça aquilo que esteja de acordo com a sua estratégia: Pedir por um Like no Youtube, que compartilhe o conteúdo no Facebook, que se inscrever no seu canal, deixar um feedback, baixar um material Premium ou até mesmo deixar um comentário.


Leia em voz alta


Lembra quando dissemos que deveria ler em voz alta e cronometrar o tempo? Pois bem, neste momento, um outro exercício pode e deve ser feito.


Leia o texto em voz alta, não com um tom monótono, mas como se você estivesse gravando o vídeo. Encare esse momento como uma espécie de ensaio para o momento da gravação. Grave gravar a sua voz enquanto lê. Este exercício permitirá uma análise mais apurada do discurso e poderá ainda:

  • Ouvir a gravação, depois de uma pausa de uns 10 minutos, para perceber se está coerente;

  • Perceber se as palavras, frases e sentenças fazem realmente sentido, e se soam naturais quando você fala.

  • Controle do ritmo e do tempo de vídeo;

  • Correção de erros de forma antecipada. Mas cuidado: Caso perceba que está errando a leitura, repetidas vezes na mesma parte, seria aconselhado retirar o referido trecho e reescreve-lo.

Teleprompter, Resumo ou “Decoréba”: usar ou não usar? Eis a questão!


Alguns dirão que ler o texto em um Teleprompter dará a impressão de artificialidade. Outros por sua vez dirão que um resumo pode fazer esquecer pontos importantes, outros dirão, ainda, que não se deve confiar apenas na memória. Então, como saber se devemos ou não usar estas ferramentas? Vamos analisar as opções:

  • Decoréba – A ideia aqui não é a de apenas decorar as palavras. O principal é entender o conteúdo, apender sobre o que você quer dizer, seguindo o que foi estabelecido no texto. Um texto bem estudado, acaba sendo decorado.

  • Resumo – Uma lista com os tópicos de seus discurso. Em cada tópico, os destaques principais, os pontos mais importantes, o que não pode ser esquecido. O resumo é muito importante ainda pois permite que você marque o tempo que pretende gastar em cada tópico. Ele servirá de guia permitindo que você não perca a linha de raciocínio. Sabe aqueles papeis que os apresentadores de TV utilizam e que de vez em quando dão uma espiada? Pois bem, o nome deles é casulo. São usados para dar mais segurança ao apresentador. Um resumo bem elaborado se tornará um lembrete do que foi decorado.

  • Teleprompter – Uma ferramenta que permite você ler o resumo sem tirar o olho da câmera. Atualmente, estas ferramentas estão custando bem barato em sites como o Wish, mas você pode usar seu notebook ou celular com um programa de teleprompter. O importante é que ele permite que você olhe o resumo movendo levemente apenas os olhos (Uma dica: coloque a câmera a uma distância média, assim o audiência não conseguirá ver de forma clara os seus olhos). Não é indispensável, mas ajuda a dar mais segurança e naturalidade ao discurso.

A ideia é mesclar. Não depender apenas da memória, mas permitir que você fique mais confortável e dê mais atenção a aspectos como a entonação da voz, linguagem corporal ou nas pausas para a edição.


RESUMINDO


Todas as dicas e informações que aqui fornecemos tem o intuito de te ajudar a ganhar tempo, por isso, não precisa gastar horas e horas para organizar suas ideias e partir para a gravação de seus vídeos. Determine um tempo para a produção de seus roteiros e verá como ganhará tempo na produção e edição. Você poderá até mesmo gravar mais de um vídeo por dia.


Então, recapitulando, o passo-a-passo de como fazer um roteiro para seus vídeos:

  • Anote todas as suas ideias, todas as sugestões de leitores, seguidores ou clientes em um caderno, ou aplicação, tal como o One Note, ou simplesmente no Word. O importante é estar de fácil acesso;

  • Pesquise o interesse da sua audiência sobre os assuntos que surgiram em suas ideias;

  • Pesquise vídeos de outras pessoas sobre o assunto para ver como você pode fazer melhor;

  • Colete dados de fontes confiáveis para enriquecer seu roteiro;

  • Escreva as cenas e suas respectivas descrições;

  • Corte e reordene o que for necessário;

  • Corte mais um pouco;

  • Leia em voz alta, veja se o texto se adapta bem à sua fala. Caso contrário, faça os ajustes necessários.

  • Grave e assista.

Este conteúdo foi baseado em postagens nos websites:

  • https://www.aicinema.com.br/como-fazer-um-roteiro/

  • https://viverdeblog.com/como-fazer-um-roteiro/


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